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A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e os 40 Clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro concluíram a comercialização dos direitos internacionais de transmissão e dos direitos internacionais para streaming for betting das edições 2020, 2021, 2022 e 2023 do Brasileirão das duas séries.

A assinatura dos contratos com a Global Sports Rights Management (GSRM) compreendendo os direitos internacionais para TV aberta, TV fechada, Pay Per View, internet e OTT/streaming, e com o consórcio Zeus Sports Marketing/Stats Perform para direitos internacionais para streaming for betting, marca a conclusão de um processo iniciado em 2019, que contou com um detalhado trabalho técnico por parte de uma comissão integrada por CBF e clubes.

“Esses contratos são a celebração da união da CBF e dos 40 clubes das Séries A e B em torno de um projeto que representa um desejo muito antigo do futebol nacional que agora se concretiza. É um passo fundamental para a internacionalização do Campeonato Brasileiro. Foi uma decisão construída coletivamente, a partir de um trabalho técnico minucioso e de alta qualidade. Mesmo no momento difícil que vive o esporte mundial, o campeonato mais equilibrado do mundo tem todas as condições de ganhar mercado”, afirma o Presidente da CBF, Rogério Caboclo.

A partir da recomendação estratégica conferida pelo grupo técnico integrado pela Confederação e por profissionais indicados pela Comissão Nacional de Clubes (CNC), órgão estatutário da CBF com atuação independente, a decisão pelas duas empresas foi tomada com o voto exclusivo dos clubes e anunciada no dia 17 de abril passado, tendo restado a formalização dos acordos, que agora foi superada. A CBF abriu mão de qualquer participação econômica no contrato em favor dos clubes.

A definição pelos dois parceiros surgiu a partir da avaliação dos modelos de negócio de cada uma das empresas interessadas, em relação às formas de distribuição do produto, experiência em projetos desta natureza, sistema de remuneração dos clubes e capacidade de inovação na área tecnológica.

Os modelos de negócio selecionados contemplarão pagamento de garantia mínima e, em relação aos direitos internacionais de transmissão, divisão de receita por performance de vendas. Estão previstos ainda investimentos nas áreas de branding, identidade visual, ações de ativação no mercado global e combate à pirataria. Além disso, garantem aos clubes uma gestão compartilhada das estratégias mercadológicas e controle, por meio de auditoria, dos resultados obtidos.