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Os investimentos realizados pelo Governo do Ceará na área da segurança pública possibilitaram redução considerável nos índices de criminalidade no Centro de Fortaleza. Em reunião nesta segunda-feira (7), na sede Câmara de Dirigentes Lojistas de Fortaleza (CDL Fortaleza), os secretários Élcio Batista (Gabinete do Governador) e André Costa (Segurança Pública) apresentaram as medidas adotadas para a região, o que ocasionou redução de 40% nos índices de Crimes Violentos Contra o Patrimônio (CVP) e Furto, cada.

Conforme dados repassados pela Assessoria de Análise Estatística e Criminal (Aaesc) da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), a redução no CVP, que inclui todos os tipos de roubo, exceto latrocínio, foi de 39,9%. Foram 549 ocorrências até o mês de abril de 2018, contra 913 casos, em 2017. A diminuição já vem por quatro meses seguidos, assim como o Furto, que teve uma redução também de 39,9% até abril. O número de ocorrências, que eram de 1.207, no ano passado, reduziu para 726.

Para o secretário André Costa, “o Centro é uma região muito importante no contexto Capital e Ceará, por se tratar de uma área com uma população flutuante de mais de 600 mil pessoas diariamente. Após a nomeação da primeira turma do concurso da PMCE, em outubro de 2017, nós destinamos um número de novos profissionais para atuarem em todo aquele território, que demanda uma distribuição estratégica e um olhar diferenciado”, disse.

Olhar diferenciado

Élcio Batista acrescenta que o Centro possui a segunda maior arrecadação do Estado e necessita de um olhar diferenciado. “Todas as cidades do mundo requalificaram seus centros. Não há como ter uma região como esta que funcione apenas durante o dia. Agora, precisamos tomar uma decisão política, pois sabemos que o Centro não funcionará 24 horas se for apenas comércio. Temos que trazer o máximo de entidades para cá, trazer vida, cultura e turismo também”, destacou.

Ainda durante o seu discurso, André Costa citou também que o canal aberto entre SSPDS e CDL tem sido fundamental para alcançar bons resultados. “Por várias vezes já viemos a CDL para discutir demandas e ouvir opiniões. Os bons números apresentados vêm após um conjunto de esforços por parte de todos os envolvidos. Vale ressaltar ainda que além do aumento no policiamento, nós analisamos a mancha criminal daquela região e a partir de cada Boletim de Ocorrência registrado, nós georreferenciamos essas atuações e direcionamos as ações policiais para horários e locais com maiores incidências. Inclusive, o Centro é uma região onde está prevista, até o fim do ano, a implantação de uma nova Unidade Integrada de Segurança, o que significa mais presença policial”, revelou.

A reunião foi capitaneada pelo presidente da CDL, Assis Cavalcante. Sentados à mesa para também ouvir e debater as principais demandas, estiveram os comandantes gerais da Polícia Militar do Ceará (PMCE) e do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Ceará (CBMCE), coronéis Ronaldo Viana e Heraldo Pacheco, respectivamente; o delegado geral da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), Everardo Lima; e o perito geral da Perícia Forense (Pefoce), Ricardo Macêdo.

Até o fim deste semestre, mais 1.400 novos profissionais de segurança se integrarão à Polícia Militar do Ceará (PMCE). Esse fortalecimento resultou ainda na intensificação das abordagens diuturnamente, bem como em operações de saturação visando às apreensões de armas de fogo e entorpecentes, e o combate às atividades ilícitas. Além das viaturas que patrulham pelo Centro, destacam-se ainda o policiamento ostensivo a pé, que é posto em locais estratégicos; e o ciclopatrulhamento, em que as equipes percorrem a região com a utilização de bicicletas, o que facilita o deslocamento pelos corredores centrais, considerados alguns dos mais movimentados da Capital.

Por fim, Assis Cavalcante, presidente da CDL, salientou que “sempre que é citado o aumento no contingente de policiais para o Centro de Fortaleza, é algo que deixa todos felizes. Isso porque quanto mais profissionais na rua, naturalmente as pessoas sentirão uma maior sensação de segurança. O número ainda precisa reduzir, mas esses índices foram muito maiores, e a gente percebe o resultado efetivo do trabalho policial”, finalizou.