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Duas pessoas naturais do Rio de Janeiro e uma cearense presas, doze celulares, oito notebooks e documentos bancários apreendidos. Esse é o saldo da terceira edição da operação “Falsa Portabilidade”, deflagrada pela Polícia Civil do Estado do Ceará (PC-CE) na terça-feira (19), em um prédio comercial no bairro Aldeota, Área Integrada de Segurança 1 (AIS 1) de Fortaleza.

As prisões e as apreensões são a continuidade do trabalho investigativo conduzido pela Delegacia de Defraudações e Falsificações (DDF) da PC-CE. O trabalho policial iniciou após uma denúncia contra uma empresa que oferecia portabilidade em empréstimos consignados. Conforme a investigação, os suspeitos procuravam as pessoas, fingindo serem representantes de uma empresa que prestava serviço para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), e informavam que a vítima tinha pagado juros com valores excessivos, relacionados a empréstimos anteriores.

Sob argumento da restituição dos valores, as vítimas procuravam a sede da empresa, no bairro Aldeota, onde forneciam documentos. Com as informações, os suspeitos faziam novos empréstimos, sem autorização dos donos dos documentos. Em seguida, as vítimas recebiam uma quantia em dinheiro na conta bancária, superior ao valor informando que seria devolvido. A empresa alegava erro e solicitava uma transferência. Dias depois, as pessoas descobriam que um novo empréstimo havia sido solicitado.

Em uma das salas da empresa, os policiais civis apreenderam os documentos bancários, aparelhos celulares e notebooks utilizados no esquema. No cômodo, ainda haviam outros contratos assinados por Iasis.

De acordo com a PC-CE, outras duas ações semelhantes já haviam sido deflagradas no primeiro semestre. A DDF mantém uma investigação para apurar se os crimes foram praticados pela mesma organização criminosa. O trio foi autuado por estelionato, falsidade ideológica e lavagem e ocultação de bens.