Com 363 armas de fogo apreendidas entre os dias 8 e 28 de março deste ano, as forças de segurança pública do Ceará foram destaque na sexta fase da Operação Trigger (“gatilho” em inglês). O Estado figura na quarta posição, levando em consideração o número de armas apreendidas, empatado com o Rio de Janeiro, entre as 27 unidades da federação envolvidas na operação de combate ao tráfico internacional de armas no Brasil e na América do Sul.

Em território nacional, a Trigger VI foi coordenada pela Interpol e teve apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). A Coordenadoria Integrada de Planejamento Operacional (Copol) da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Ceará (SSPDS/CE) articulou os trabalhos no Estado. Outros 12 países sul-americanos também participaram da ofensiva.

No balanço das ações de combate ao tráfico internacional de armas, as forças policiais prenderam 3.503 pessoas e retiraram de circulação 3.926 armas de fogos, 41,3 mil munições, além de peças, componentes e explosivos recuperados. No Brasil, as ações policiais foram conduzidas pela Polícia Federal, por meio do Escritório Central da Interpol, com o apoio da Secretaria de Operações Integradas (Seopi) do MJSP, que viabilizou a atuação integrada das Polícias Civis e Militares dos 26 estados e Distrito Federal nas atividades operacionais. Também participaram da operação a Receita Federal, o Exército Brasileiro e a Polícia Rodoviária Federal.

Após o encerramento dos trabalhos da operação, o ranking dos estados que mais aprenderam armas foi encabeçado por Pernambuco, com 535 armas apreendidas, seguido de Rio Grande do Sul e Minas Gerais, com 514 e 368, respectivamente. Logo em seguida, empatados em quarto lugar, ficaram os estados do Ceará e Rio de Janeiro, com 363 cada. Das 3.926 armas recolhidas pelas forças de segurança na Operação Trigger IV estão incluídas 374 de fabricação artesanal, 69 fuzis e 42 metralhadoras.

Além do Brasil, os trabalhos policiais também aconteceram na Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Guiana Francesa (território francês), Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela. A operação conjunta foi coordenada pela Interpol e pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) a partir de investigações sobre redes criminosas e rotas dedicadas ao tráfico ilegal de armas nos países sul-americanos. As investigações continuam em andamento no intuito de rastrear o armamento e detectar possíveis relações com organizações criminosas.

Números do trimestre no Ceará

O resultado de apreensões de armas de fogo no primeiro trimestre deste ano no Ceará já é a melhor marca dos últimos quatro anos. Ao todo, 1.486 armas foram retiradas das mãos de criminosos nos três meses de 2021, superando em 22,3% o balanço do trimestre do ano passado, quando foram registradas 1.215 apreensões. O somatório deste ano fica atrás das 1.798 armas apreendidas no primeiro trimestre de 2018, que segue como a melhor marca no período da série histórica no Estado. O acumulado de armas apreendidas em 2021 faz parte das 522 apreensões em janeiro, das 450 em fevereiro e das 514 contabilizadas em março.