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Assim como nos meses anteriores, o mês de março registrou queda, em todas as regiões do Estado, nos Crimes Violentos Letais e Intencionais (CVLIs). Com isso, Fortaleza chega ao seu 13° mês de redução nos CVLIs e o Ceará no seu 12°. Além disso, o acumulado dos três primeiros meses deste ano também é o melhor resultado desde 2009, quando os indicadores criminais começaram a ser computados de forma centralizada pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS).

Os dados foram divulgados em coletiva de imprensa, nesta quarta-feira (10), pelo secretário André Costa e pela cúpula da segurança do Estado.

No acumulado dos três primeiros meses deste ano, na Capital, a redução corresponde a 59,6%, passando de 418 crimes no primeiro trimestre de 2018, para 169, em 2019. Assim como o Ceará, Fortaleza chega ao melhor resultado em dez anos. Em 2009, a principal cidade cearense teve a 242 CVLIs no primeiro trimestre do ano. No primeiro trimestre deste ano, quando foram registrados 545 CVLIs, o Estado contabilizou uma redução de 56,6%, quando se compara aos mesmos meses do ano passado (1.257 mortes).

“Nós viemos de um período de 12 meses seguidos de redução de homicídios no Estado e 13 meses em Fortaleza. Então não é algo que de repente passou a acontecer. Falando no primeiro trimestre do ano, esse é menor número desde 2009, que foi o ano que a Secretaria passou a consolidar os dados. É uma queda, em relação ao ano passado, acima de 50%, e isso representa a maior diminuição existente no país”, ressaltou André Costa.

Já a Região Metropolitana reduziu em 60,1% no acumulado de janeiro a março de 2019, passando de 368 para 147. O Interior Norte foi de 247 para 117, correspondendo à queda de 52,6% em comparação ao primeiro trimestre do ano passado. Por último, o Interior Sul foi de 224 crimes para 112, com uma redução de 50% em 2019. Em números gerais, até agora 712 vidas foram salvas no Ceará. Esse número corresponde à diferença entre a quantidade de registros deste ano se comparado a 2018.

“Esse trabalho já vem de longo tempo e de muito planejamento. Nós falamos sempre da tecnologia, mas o principal fator é o profissional de segurança pública, é aquele policial que está lá na ponta e doando o melhor de si para proteção dos cidadãos. Temos como objetivo a alcançar que as pessoas estejam e se sintam seguras” disse.