policia civil reconhecimento facial
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A tecnologia se mostrou, mais uma vez, uma forte aliada das forças de segurança na captura de criminosos no Ceará. O reconhecimento facial da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) auxiliou a Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) na localização de um paulista foragido do Poder Judiciário do Distrito Federal. Os policiais civis encontraram o suspeito escondido em um imóvel na cidade de Maracanaú, no Ceará. A ação policial foi um apoio à Operação Anastasys, deflagrada na última terça-feira (11), pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), com o apoio do Núcleo de Controle e Fiscalização do Sistema Prisional do Ministério Público (Nupri/MPDFT).

Além do Distrito Federal e do Ceará, a ofensiva ocorreu ainda em Goiás e no Piauí. Foram cumpridos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão com o objetivo de desarticular uma organização criminal de origem paulista. Um dos alvos dos investigadores da PCDF era Victor Willian Silva de Oliveira (28) – sem antecedentes pela Justiça do Ceará. As diligências apontavam que ele estava em território cearense, e com isso, a Polícia Civil do DF trocou informações com a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) da PCCE.

No curso das apurações, os policiais civis chegaram a uma fotografia da namorada de Willian, uma cearense. A partir dessa imagem, as equipes da Polícia Civil do Ceará utilizaram a função de reconhecimento facial no aplicativo Portal do Comando Avançado (PCA), uma ferramenta desenvolvida pela SSPDS e pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e utilizado pelas forças de segurança há pelo menos um ano. Por meio de uma pesquisa na base de cadastro civil, com mais de oito milhões de nomes, o PCA chegou à identificação da mulher.

De posse das informações, os policiais civis diligenciaram até um imóvel no bairro Pajuçara, na cidade de Maracanaú, onde a companheira de Willian reside. Lá, a Draco localizou o foragido da Justiça, quando ele já se preparava para empreender fuga. Contra ele, havia um mandado de prisão preventiva oriunda da 8ª Vara Criminal de Brasília por integrar organização criminosa. Ele foi encaminhado à sede do Complexo de Delegacias Especializadas (Code), em Fortaleza. Nos próximos dias, ele deverá ser recambiado ao Distrito Federal.