Uma enfermeira de 36 anos, que já era investigada pela prática de estelionato, foi presa pela Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), na última sexta-feira (12), após ser flagrada comprando remédios, usando o nome de uma idosa, em uma farmácia em Icó, na Área Integrada de Segurança 21 (AIS 21) do Estado. A PCCE localizou a suspeita após denúncia encaminhada à equipe policial. A mulher é alvo de investigações que indicam que ela realizava empréstimos fraudulentos em nome de pacientes internados na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município.

As investigações iniciaram após o filho de uma das vítimas, uma idosa que teve o nome utilizado de forma indevida pela suspeita, fazer uma denúncia sobre uma mulher que teria usado o nome de sua mãe para realizar compras no comércio da cidade. Com a localização da entrega dos remédios, os policiais civis diligenciaram e encontraram a enfermeira no estabelecimento. Com ela, foram localizadas cinco caixas de medicamentos comprados por meio de uma nota promissória em nome da idosa.

A suspeita foi presa em flagrante e encaminhada à sede da Delegacia Regional de Icó, onde foi autuada em flagrante pelo crime de estelionato. Após a autuação, a mulher foi encaminhada para uma penitenciária em Juazeiro do Norte, no Cariri.

Afastamento

No último dia 02, a enfermeira foi afastada de suas funções após as investigações apontarem que a suspeita contraiu empréstimos bancários em nomes de pacientes que estavam internados na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município de Icó.

A mulher contraiu um empréstimo em uma financeira, no valor de cerca de R$ 3,6 mil, em nome de uma mulher de 35 anos, que estava internada na unidade de saúde. Para concretizar o crime, a mulher tirou uma foto dela segurando o documento da vítima e solicitou o empréstimo de forma digital. Conforme o delegado Glauber Ferreira, titular da Delegacia Regional de Icó, devido ao período de pandemia, algumas financeiras estão realizando esse tipo de serviço de forma virtual. “O interessado envia os dados e solicita o empréstimo, que passa a ser cobrado junto com a conta de energia”, explicou o delegado.

Ainda conforme Glauber, o caso foi registrado há menos de um mês, quando a vítima passou a receber as cobranças da financeira. “Logo que soubemos do caso, iniciamos a investigação e descobrimos a responsável pelo crime. Continuamos com as apurações para identificar outras vítimas, visto que no período em que a suspeita trabalhou no local, mais de 400 pessoas foram internadas. Investigamos ainda se existem outras pessoas atuando em conjunto com a suspeita”, disse Glauber.