homicidio adolescente
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Uma operação coordenada pela 2ª Delegacia do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) resultou nas prisões de dois homens suspeitos de integrarem uma organização criminosa, em Fortaleza, nessa segunda-feira (10). Os investigadores chegaram ao imóvel onde a dupla estava, após diligências acerca da morte de uma adolescente, em julho deste ano. Um deles é apontado como chefe da célula criminosa, no bairro Granja Portugal, em Fortaleza. Uma arma de fogo e drogas foram apreendidas. As informações foram divulgadas em coletiva de imprensa, na sede do DHPP, na manhã desta terça-feira (11).

A chegada ao imóvel ocorreu durante diligências pela comunidade Caverninha, onde havia indícios da presença de pessoas envolvidas na morte de Jessiele Alves de Freitas, de 16 anos, crime que ocorreu no dia 20 de julho, quando a vítima retornava de uma lanchonete da região. Após receberem a informação que os suspeitos estariam em uma casa, na Travessa Mar Vermelho, os policiais civis seguiram ao local e se deparam com indivíduos que tentaram empreender fuga pulando o telhado das casas próximas.

Em razão do cerco realizado pela Polícia Civil, um homem foi preso e dispensou uma pistola calibre 380. A arma foi apreendida logo em seguida pela equipe policial. O outro preso,  que é apontado como chefe do coletivo criminal, também foi preso pelo DHPP. Contra ele já havia antecedentes criminais por tráfico de drogas, receptação, associação criminosa e porte ilegal de arma de fogo.

Além da pistola, foram apreendidas 56 munições de calibres 38, .45 e 380, 700 gramas de crack, 568 gramas de maconha, aparelhos celulares, relógios, um cofre contendo dinheiro advindo do tráfico de drogas e outros materiais utilizados pelos suspeitos na prática de crimes. Ambos foram conduzidos à sede do departamento especializado, onde foram autuados em flagrante por tráfico de drogas, posse irregular de arma de fogo e por integrar organização criminosa.

“Solicitaremos agora autorização ao Poder Judiciário para a análise dos aparelhos celulares apreendidos, e realizar outras diligências para colher indícios que liguem os autuados ao crime de homicídio. Em relação ao tráfico de drogas, a posse da arma de fogo e a organização criminosa, a análise do aparelho também será importante para melhor materializarmos as condutas da dupla”, explica o delegado titular da 2ª Delegacia do DHPP, Márcio Lopes. A Polícia Civil segue em diligências, no intuito de prender outros envolvidos, bem como identificar a participação da dupla em outros homicídios no território que integra a Área Integrada de Segurança 2 (AIS 2) de Fortaleza.