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(Foto) – THIAGO GADELHA

Cinco advogados, que representam entidades e associações de policiais militares e bombeiros, criticaram, ontem, a atuação do Ministério Público no episódio conhecido como ‘Chacina da Messejana’, em que 11 pessoas foram mortas e outras sete ficaram feridas. Para o grupo, a prisão preventiva dos 44 policiais militares apontados como participantes no crime seria irregular. Os advogados argumentam que, em alguns casos, os PMs sequer foram ouvidos durante as investigações.

As associações convocaram coletiva para a imprensa na tarde de ontem. Os advogados Alexandre Timbó, Cícero Roberto, Messias Bezerra, Régis Menezes e Walmir Medeiros ressaltaram que desejam “justiça” para os culpados mas apontaram o que consideram erros nos trabalhos do Ministério Público.

“Os promotores são de altíssima qualidade, mas erraram a receita (…). O Zico perdeu pênalti, (…) a Marta perdeu pênalti. Os melhores também erram. E nesse caso, os promotores erraram ao pedir a prisão e denunciar os 44 policiais”, afirmou o advogado Walmir Medeiros.

Conforme o advogado, o conjunto de 12 promotores que preparou a denúncia contra os policiais teria “deduzido” que os PMs apontados tiveram participação no crime para “responder à opinião pública”.

Cícero Roberto contou as versões de alguns dos clientes. Em um dos casos, os policiais informaram que estiveram no local da chacina atendendo determinação do comandante e acabaram sendo associados à prática de prevaricação pois, conforme afirmou, o MP disse que eles teriam se omitido de prestar socorro às vítimas.

“Todos os PMs são acusados de 11 homicídios, três tentativas e quatro torturas. Mas não há prova alguma. Por conta de suposições eles estão presos”, disse.

Roberto ressaltou, ainda, que as entidades são “solidárias com a dor das vítimas”, enfatizando, contudo, o que definem como “injustiça” praticada contra os policiais presos. “As injustiças das vítimas não podem ser combatidas por injustiças com pessoas aquarteladas sem materialidade do crime. Está havendo um justiçamento”, frisou.

Fonte: Diário do Nordeste