motorista de aplicativo
Foto: Arquivo pessoal

A Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) capturou cinco homens ligados direta e indiretamente no latrocínio que vitimou Alexandre Hadlich Fernandes (32), na Capital. Após um trabalho policial ininterrupto de equipes do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), os investigadores conseguiram prender o grupo, que é suspeito também de roubar outros motoristas de aplicativos em Fortaleza. Dois carros, um bloqueador de sinal GPS e uma arma de fogo que pode ter sido usada na execução foram apreendidos na ofensiva policial. Os detalhes da ação policial foram apresentados em coletiva de imprensa, nesta sexta-feira (14), na sede do DHPP, no bairro de Fátima.

Ao longo de três dias de trabalhos contínuos para elucidar a morte do motorista de aplicativo, cujo corpo foi encontrado nessa quarta-feira (12), na BR 116, em Aquiraz, os policiais civis levantaram informações sobre a atuação de um grupo investigado por desmanche de veículos. Segundo as apurações, os suspeitos solicitaram uma corrida por aplicativo partindo do bairro Maraponga e, assim que a vítima parou para embarcar os suspeitos, Alexandre foi rendido. Ainda de acordo com as investigações, os suspeitos exigiram que a vítima passasse para a parte de trás do carro, momento em que Alexandre teria reagido e foi atingido por disparos de arma de fogo.

Os investigadores descobriram que havia um carro modelo VW Fox dando apoio à empreita criminosa, próximo ao local em que o carro de aplicativo da vítima estacionou para buscar os passageiros. Os suspeitos então seguiram em fuga com o carro e o corpo da vítima até abandoná-lo numa área de matagal, próxima à rodovia BR 116, no município de Aquiraz. A Polícia Civil segue em diligência à procura do veículo da vítima. Conforme a apuração policial, o grupo vinha praticando esse tipo de ação criminosa há cinco meses contra motoristas de aplicativos.

Os suspeitos presos foram identificados e presos. Durante as diligências, os policiais civis do DHPP apreenderam uma arma de fogo calibre 38, que possivelmente tenha sido utilizada na execução da vítima, além de três munições de mesmo calibre, dois automóveis, incluindo o Fox usado na ação criminosa, um aparelho que bloqueia o sinal de GPS (geolocalização), dois sons automotivos e aparelhos celulares. Todo o material apreendido foi apresentado no DHPP e será analisado pelos investigadores.

A Polícia Civil mantém as investigações no intuito de elucidar todas as circunstâncias em torno do latrocínio, bem como realiza diligências para identificar outras pessoas que tenham sido vítimas do grupo criminoso.