O percentual de mulheres de Fortaleza que apresentaram diagnóstico médico de diabetes aumentou 84%, entre os anos de 2006 e 2017. Os dados, da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), servem para alertar a população da capital cearense no Dia Nacional de Controle do Diabetes, celebrado anualmente no dia 27 de junho. Há 11 anos, o número de mulheres que tinham sido diagnosticados a doença era de 4,4%, agora o índice passou para 8,1%.  O percentual de homens com diagnóstico de diabetes também aumentou 56,8% no mesmo período. No geral, Fortaleza aparece como uma das capitais com percentual elevado de pessoas com a enfermidade, com 7,6%.

Na comparação com as demais capitais, os homens de Fortaleza apresentaram uma das maiores taxas de diagnóstico médico de diabetes, em 2017. Já entre as mulheres, a capital cearense foi a sexta com o maior percentual da doença (8,1%), ficando atrás de Vitória, Rio de Janeiro, Recife, Porto Velho e São Paulo.

“O diabetes, assim como a hipertensão e colesterol alto, pode ser evitado, desde que hábitos saudáveis, como uma alimentação adequada e a prática de atividade física, sejam adotados. O objetivo do Vigitel é monitorar anualmente esses fatores de risco e proteção para doenças crônicas e, com isso, acompanhar indicadores de saúde que dão subsídio a formulação e reformulação de políticas públicas”, declarou Marta Coelho.

Entre 2010 e 2016, o diabetes já vitimou 15.799 pessoas no Ceará. De acordo com o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), o número se manteve estável no período: foram 2.136 mortes, em 2010, e 2.125 em 2016. Dados do Sistema de Informações Hospitalares (SIH) apontam que a quantidade de internações caiu de 5.324 em 2010 para 4.522, em 2016. O diabetes é responsável por complicações, como a doença cardiovascular, a diálise por insuficiência renal crônica e as cirurgias para amputações dos membros inferiores.