Existe uma relação cada vez mais clara entre o excesso de peso e a obesidade com o aumento do risco de desenvolvimento de câncer. Estudos mostram que 630 mil pessoas diagnosticadas com algum tipo de câncer podem ter sua doença associada ao sobrepeso e à obesidade. Esse número representa mais de 55% de todos os cânceres diagnosticados em mulheres e 24% dos diagnósticos entre os homens.

“O que mais impressionou nos estudos mais recentes foi que os cânceres relacionados ao excesso de peso e à obesidade foram aqueles que têm sido cada vez mais diagnosticados entre a população mais jovem”, conta médica endocrinologista Dra. Lorena Lima Amato.

Dados da Obesidade no Brasil:

– A obesidade entre pessoas com 20 anos ou mais passou de 12,2% para 26,8% entre 2002/2003 e 2019.

– 61,7% da população adulta brasileira estava com excesso de peso. Entre 2002 e 2003, esse percentual era de 43,3%.

– Entre as pessoas com 18 anos ou mais, 25,9% estavam obesas, totalizando 41,2 milhões.

– Um em cada cinco adolescentes com idade entre 15 e 17 anos estava com excesso de peso.

– Cerca de um terço das pessoas de 18 a 24 anos estava com excesso de peso e, entre as pessoas de 40 a 59 anos, a proporção chegava a 70,3%.

Fonte: Pesquisa Nacional de Saúde – PNS 2019

 

Segundo informações do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o excesso de gordura corporal provoca um estado de inflamação crônica e aumento nos níveis de determinados hormônios, que promovem o crescimento de células cancerígenas, aumentando as chances de desenvolvimento da doença.

Dra. Lorena Lima Amato explica que manter o peso corporal adequado é uma das formas de se proteger do câncer. “Entre as ações de prevenção estão a prática de atividade física, pelo menos três vezes na semana, e ter uma alimentação balanceada, rica em verduras, legumes. Tire da sua rotina os alimentos ultraprocessados”, orienta Dra. Lorena Amato.

Pelo menos 13 diferentes tipos de câncer já foram associados ao excesso de peso. “Estão nessa lista adenocarcinoma do esôfago, estômago, cólon e reto, fígado, vesícula biliar, pâncreas, colo de útero, ovário, rim e tireoide, câncer de mama pós-menopausa e mieloma múltiplo”, conta a especialista.