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Foto: Divulgação

Doença de Parkinson, TEA, Acidente vascular encefálico e Paralisia Cerebral são só alguns exemplos de doenças neurológicas que precisam de tratamento contínuo, porém, com a pandemia, até esses tratamentos foram afetados e tiveram que ser readaptados. Em Curitiba, por exemplo, o Centro de Excelência em Recuperação Neurológica (CERNE), teve que readequar todos os seus processos para que os pacientes não fossem prejudicados. Os que se enquadram no grupo de risco foram afastados da clínica e estão sendo assistidos, tanto em casa quanto pelo teleatendimento. “A pandemia mudou nossa rotina toda. Como trabalhamos com pessoas que dependem de tratamento contínuo, não podemos simplesmente isolá-los, já que eles podem ter um quadro de regressão no tratamento. Assim, os casos de risco são atendidos em casa e por teleatendimento”, conta a fisioterapeuta Mariana de Carvalho Krueger.

Demais pacientes estão sendo atendidos na sede com o número limitado por metro quadrado, que teve que ser totalmente reestruturada, para atender as exigências da Organização Mundial de Saúde (OMS) durante a pandemia. “Temos que pensar na saúde como um todo, nos cuidados com a contaminação pelo coronavírus, mas também em como manter essa rotina de tratamento. Removemos alguns móveis, tiramos alguns brinquedos e materiais da integração sensorial. As roupas dos tratamentos intensivos neuromotores foram etiquetadas e estão sendo utilizados somente por um paciente, adequamos nossa estrutura desde a entrada. Adesivamos toda a clínica para poder manter o distanciamento social e seguir as demais recomendações para a segurança de todos”, complementa.

Além disso, a clínica está produzindo ebooks especiais para que pais e responsáveis possam realizar treinos e atividades  com os paciente em casa, mantendo a rotina o mais próximo da normalidade , acrescentando, ainda, um trabalho intensivo de educação e treinamento quanto aos cuidados e prevenção do coronavírus, sobre o uso da máscara, higiene e distanciamento social. “Nós fizemos um juramento, trabalhamos para isso. Todos os esforços são pensando para os nossos pacientes, em manter a rotina deles o mais normal possível. Em breve, nosso primeiro ebook estará disponível, e esperamos que logo tudo volte ao normal”, finaliza Mariana