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Referência na assistência de nível secundário a pacientes com diabetes no Estado, o Centro Integrado de Diabetes e Hipertensão (CIDH) atende, em média, 250 pessoas por dia por equipe multidisciplinar composta por nutricionistas, endocrinologistas, enfermeiros, fisioterapeutas, dentistas, cardiologistas, oftalmologistas e neurologistas. Somente no ano passado, 10, 6 mil pacientes diabéticos receberam atendimento na unidade.

Esta segunda-feira é o Dia Mundial do Diabetes e para marcar a data, acontece, desde a sexta-feira (12) uma extensa programação, com atividades como oficina de de insulinização, treinamento e palestras. Na quinta-feira (17) está marcado “mutirão do olho” que irá fazer o mapeamento e rastreamento da doença ocular no diabetes. A ação será realizada das 8 às 14 horas, no CIDH. Os pacientes que apresentarem alguma alteração na retina terão agendamento para o tratamento com laser no próprio CIDH. A ação tem parceria com a Sociedade Cearense de Oftalmologia e com a Sociedade Cearense de Diabetes.

Ainda como parte da programação, no sábado (19), acontecerá o mutirão de diagnóstico e orientações para educação em diabetes, de 8 às 11 horas na Praça Murilo Borges, situada na Rua Dom Pedro I, em frente ao Banco do Nordeste, no Centro de Fortaleza. Durante esta ação serão realizados testes de glicemia capilar, aferição de pressão arterial, verificação de peso e estatura, com calculo de IMC e orientações baseadas no perfil de cada pessoa avaliada.

A iniciativa é uma forma de alertar a população para o diabetes. “Por ser uma doença assintomática, estima-se que metade das pessoas com diabetes desconheça a própria condição”, ressalta uma das endocrinologistas do Centro, Cristina Façanha.

Caracterizado pela produção insuficiente de insulina pelo pâncreas (diabetes tipo 1) ou pela resistência à ação da insulina produzida (diabetes tipo 2), o diabetes é uma doença crônica e não tem cura. O problema se agrava ainda devido à falta de sintomas na fase inicial. Uma pessoa é considerada com diabetes quando apresenta valores glicêmicos de 126 mg/dl, em jejum; 200 mg/dl, após duas horas do teste oral de tolerância a glicose ou em qualquer ocasião na presença de sintomas ou HbA1c maior igual a 6,5%. “Uma nova coleta de exames deve ser feita para que seja confirmado o diagnóstico de diabetes”, explica Cristina Façanha.

O diabetes controlado não prejudica a qualidade de vida do paciente, mas o descontrole pode causar complicações em diversos órgãos do corpo. Com relação à visão, o perigo é aumentado porque o diabetes pode causar alterações nos vasos dos olhos, o que pode levar a cegueira. Por isso, o CIDH realiza todos os anos o mutirão como forma de prevenir as complicações. “A causa mais comum de cegueira é o diabetes. Por isso, é de suma importância que uma pessoa diabética vá regularmente ao médico”, enfatiza Cristina.

Fonte: Diário do Nordeste