Já nos primeiros meses de vida, a criança pode desenvolver asma e em 60% dos casos a doença pode se manifestar antes do primeiro ano de vida. Estudo internacional realizado também no Brasil mostrou que o primeiro episódio de sibilo (chiado no peito) ocorre em média no sexto mês de vida, em 50% das crianças.

“Asma na Infância” é um dos temas que será abordado durante o 47º Congresso Brasileiro de Alergia e Imunologia, que acontece entre os dias 31/10 e 02/11. Após 48 anos de existência, o Congresso será realizado no formato online.

Asma – o que fazer? – Assim que identificada e classificada quanto a sua gravidade, deve-se prontamente iniciar o tratamento, preferencialmente com corticosteroide inalado (bombinhas) mediante prescrição médica.

Os pais devem desconfiar que se trata de asma quando a criança apresentar três ou mais episódios de sibilos. “Especialmente aquelas que tenham pais com diagnóstico médico de asma ou a criança com história de dermatite atópica, é muito importante buscar informação e o diagnóstico com um especialista”, enfatiza o Coordenador do Departamento Científico de Alergias na Infância da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), Dr. Herberto Chong.

O especialista explica ainda que a gravidade da asma pode ocorrer precocemente, independentemente do tempo de doença. “Muito tempo de doença sem tratamento pode provocar doença irreversível e até mesmo evoluir para a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)”, relata o alergista.

Tratamento – Já estão disponíveis os medicamentos imunobiológicos, que são indicados para a asma moderada a grave e que podem ser usados a partir dos seis anos de idade com boa eficácia e segurança do paciente.

“É importante identificar e tratar a asma de forma precoce. Existe um grupo de crianças asmáticas que tendem a ser adultos sem a doença. Em geral são crianças não alérgicas, que sibilam somente na vigência de infecções virais e seus pais também não apresentam a doença”, comenta Dr. Chong.