Há exatamente um mês, começava a campanha eleitoral 2016, mais curta e com novas regras. Os candidatos à Prefeitura de Fortaleza avaliam esse primeiro momento da disputa e comentam o que preparam para a reta final. Em pouco mais de 15 dias, o destino deles e da Cidade se definirá nas urnas.

Os que estão atrás nas pesquisas concordam em um aspecto: a concorrência é desigual. Para o candidato do PRB, Ronaldo Martins, é preciso se esforçar para compensar o pouco tempo de televisão, que no caso dele se resume a 30 segundos. “Vejo que tem muita coisa pra resolver na reforma política. São coisas que teremos que debater na Câmara”, afirma ele, que também é deputado federal.

Sobre o tempo total, Ronaldo diz que 45 dias são suficientes para percorrer o município, mas podem prejudicar eleições a nível estadual. Já Heitor Férrer (PDT) enxerga que uma campanha mais curta é menos cansativa. “Os meios de comunicação tradicionais e as televisões estão ajudando imensamente esse processo democrático”, avalia ainda.

O candidato Tin Gomes (PHS) também critica o pouco espaço de partidos pequenos e diz se sentir prejudicado por pesquisas. “Mas já me sinto contemplado. Consegui debater a Cidade, os candidatos Roberto Cláudio (PDT) e Capitão Wagner (PR) estão copiando minhas propostas”, diz.

Como coordenador de campanha de Luizianne Lins (PT), Waldemir Catanho lamenta a disparidade no financiamento. Ele defende que seja público para dar chances iguais a todos. “Estamos apostando na nossa candidatura no segundo turno. Vamos incrementar as atividades. Teremos a presença de Lula no próximo dia 21 de setembro, na Praça do Ferreira, 16 horas”, informa.

O prefeito Roberto Cláudio diz que vai manter o ritmo e o tom da campanha, com foco na apresentação de obras que foram feitas na gestão. “Tem agenda do movimento das mulheres e juventude. Criamos um comitê de voluntários. Não tem muito segredo. Vamos intensificar a presença nos bairros”, declara.

O Capitão Wagner (PR) afirma que a estratégia de campanha tem dado certo, por isso, não vai mudá-la na reta final. “Claro que impeachment e Olimpíadas fizeram com que a campanha ficasse morna no começo. Mas nosso diagnóstico é positivo”, diz.

Na luta contra o relógio, os candidatos entrevistados apostam no “corpo a corpo”, no envolvimento pessoal com os eleitores nos bairros.

Os candidatos João Alfredo (Psol) e Francisco Gonzaga (PSTU) não foram localizados para fazer o balanço de campanha.

SAIBA MAIS

Pesquisas

Luzianne, Tin, Ronaldo e Heitor dizem que não sentem que as pesquisas de intenção de voto correspondem à realidade que vivenciam nos bairros. Segundo eles, além de o eleitor estar descontente com a gestão atual, costumam ser bem recebidos pela população. Isso gera desconfiança dos candidatos em relação às consultas.

Na visão de um eleitor

O estudante universitário Jonael Pontes, de 26 anos, afirma que os candidatos com mais dinheiro ainda levam a vantagem, apesar de haver novas mídias, como as redes sociais para colaborar com as campanhas. “A redução do tempo em rádio e TV inibe mecanismo antes decisivo para dar visibilidade aos candidatos”, avalia.

Fonte: O Povo