Desde novembro de 2017, a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia do Ceará (SBOT-CE), em parceria com o Sindicato dos Médicos do Ceará, busca a atualização dos valores dos honorários médicos junto à União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde (UNIDAS), entidade que representa 22 convênios de saúde no Estado. A falta de diálogo com a referida instituição levou os especialistas a deliberarem, em Assembleia, pela paralisação de procedimentos cirúrgicos que se tornaram inviáveis devido à falta de revisão de seus custos. As cirurgias de próteses das articulações (artroplastia primária) do quadril e do joelho e as cirurgias de revisão de artlopastia do quadril e do joelho são as mais afetadas.

Para o presidente da SBOT-CE, Dr. Tiago de Morais Gomes, a falta de diálogo entre a UNIDAS e a categoria traz impactos negativos aos profissionais e à população. Aproximadamente, 1,2 milhão de beneficiários dos planos de saúde no Ceará são prejudicados, já que veem seus contratos serem reajustados anualmente e não podem contar com a realização dos procedimentos.

“Enquanto os beneficiários dos planos precisam pagar o reajuste das mensalidades todo ano, os ortopedistas estão sem revisão. Os valores defasados tornam alguns procedimentos inviáveis e o médico acaba tendo que pagar para trabalhar. Por isso, alguns atendimentos foram suspensos e a população foi atingida”. destaca.

O presidente do Sindicato dos Médicos do Ceará, Dr. Edmar Fernandes, ressalta que a atuação dos profissionais é prejudicada devido à falta de valorização da UNIDAS e, consequentemente, os pacientes sofrem com a ausência de atendimento adequado, mesmo pagando um valor alto por isso. “Após diversas tentativas de acordo, sem sucesso, a categoria se viu sem saída e decidiu paralisar as atividades, tendo em vista não ser mais possível exercer um trabalho de excelência diante desse cenário”, relata.

A SBOT-CE, com o apoio do Sindicato dos Médicos do Ceará, repudia veementemente a atitude da UNIDAS, que se define como uma empresa que visa à melhoria da qualidade de vida da população, mas se mostra intransigente nas negociações que visam, de forma justa, conceder melhorias aos médicos e aos seus beneficiários.

Sem diálogo, todos perdem. Sofre o médico, sofre o paciente.

As entidades que compõem a UNIDAS no Ceará são:

– Associação Brasileira dos Empregados em Telecomunicações (ABET)
– Fundação Assistencial dos Servidores do Ministério da Fazenda (ASSEFAZ)
– Banco Central do Brasil (BACEN)
– Caixa de Assistência dos Servidores Fazendários Estaduais (CAFAZ)
– Caixa de Assistência dos Funcionários do BNB (CAMED)
– Caixa de Previdência e Assistência dos Servidores da Fundação Nacional de
Saúde (CAPESESP)
– Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (CASSI)
– Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB)
– Empresa Brasileira de Telecomunicações S.A. (EMBRATEL)
– Fundação CHESF de Assistência e Seguridade Social (FACHESF)
– Fundo de Assistência à Saúde dos funcionários do BEC (FAMED)
– Autogestão em Saúde (GEAP)
– Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (INFRAERO)
– Plano de Assistência à saúde do aposentado da Vale (PASA)
– Petróleo Brasileiro S.A (PETROBRÁS)
– Petrobrás Distribuidora S.A. (PETROBRÁS DISFOR)
– Programa de Saúde e Assistência Social do Ministério Público Federal
(PLAN-ASSISTE)
– Caixa de Assistência e Saúde dos Empregados dos Correios (POSTAL
SAÚDE)
– Programa Adventista de Saúde (PROASA)
– Caixa Econômica Federal (SAÚDE CAIXA)
– Serviço Federal de Processamento de Dados (SERPRO)
– Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (UNAFISCO
SAÚDE)