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O governador Camilo Santana concedeu entrevista coletiva, nesta segunda-feira (2), no Palácio da Abolição, sobre o fim do motim envolvendo parte de policiais militares no Ceará. Na ocasião, o chefe do Executivo disse que já conversou com parlamentares para criar um debate nacional sobre o fim de anistia para militares que realizam motim. Além disso, falou sobre a proposta de reestruturação salarial da categoria; e as ações da segurança pública no estado para este ano.

PEC

“Sempre falei desde o princípio e repito, a anistia não é negociável. A sociedade não pode ficar refém de atos criminosos como esses. O Governo não pode ficar refém. Inclusive enviei para a Assembleia Legislativa (AL) uma PEC para que isso não seja apenas uma decisão do governador. Mas que esteja na nossa Constituição, a proibição de anistia para atos como esse em um futuro no Ceará. Após pedido de vistas de um deputado, essa PEC deverá ser votada e aprovada até a próxima terça-feira (3) na AL. Já até conversei com alguns parlamentares de Brasília, e a ideia é que esse debate ocorra também a nível nacional. Para que a legislação federal faça o mesmo, para todos os estados da federação nacional”.

Motim

“Foi uma atitude lamentável, uma situação muito grave, e de certa forma inaceitável, pois o nosso governo é de muito diálogo. Todas as ações que fizemos em relação à segurança pública sempre foram feitas de forma participativa, construindo com as entidades que representam os policiais. Foi assim quando nós aprovamos a melhor lei de promoções da polícia militar do país, no Ceará. Foi assim quando aprovei a primeira reestruturação salarial em 2016, dentro da média do Nordeste. E foi assim quando fizemos agora com a nova reestruturação em 2020. Apresentando a proposta, negociando com as entidades representativas, e que entraram em um acordo o qual chegaram até a comemorar os valores de reajuste salarial até o ano de 2022. Mas lamentavelmente quebraram esse acordo e inaceitavelmente uma pequena parcela da Polícia Militar se amotinou e gerou toda essa situação grave aqui no Ceará”.