A greve dos professores da rede estadual do Ceará que já contabilizava 107 dias foi suspensa na manhã desta terça-feira (9). A decisão foi aprovada em uma assembleia geral da categoria realizada no Ginásio Paulo Sarasate, no bairro Dionísio Torres, em Fortaleza. Após a decisão, houve tumulto e luta corporal entre alguns professores e a direção do Sindicato Apeoc. Conforme a entidade, 2 mil professores da Capital e do interior estiveram reunidos na assembleia.

 A greve dos professores da rede estadual do Ceará que já contabilizava 107 dias foi suspensa na manhã desta terça-feira (9). A decisão foi aprovada em uma assembleia geral da categoria realizada no Ginásio Paulo Sarasate, no bairro Dionísio Torres, em Fortaleza. Após a decisão, houve tumulto e luta corporal entre alguns professores e a direção do Sindicato Apeoc. Conforme a entidade, 2 mil professores da Capital e do interior estiveram reunidos na assembleia.

Após a votação, um tumulto geral foi iniciado. Isto porque parte da categoria que estava no local posicionou-se contrária ao encerramento da paralisação e questionou os procedimentos da contagem de votos. Logo após a informação da suspensão da greve, professores contrários a decisão jogaram cadeiras e garrafas no presidente da Apeoc, o professor Anízio Melo.

Cercado por seguranças, o presidente do sindicato teve de ser escoltado até um carro no estacionamento do Ginásio. No trajeto até o veículo houve tumulto e troca de socos entre os profissionais de educação e seguranças. Os professores tentaram impedir a saída da diretoria do entidade sindical, onde houve novos confrontos.

Contagem de votos

Alguns professores alegam que integrantes da categoria estavam sem crachá durante a votação e ainda assim, mesmo não credenciados – de acordo com os reclamantes – puderam votar. Cadeiras foram arremessadas e lutas corporais foram registradas. A assembleia foi encerrada e a decisão de suspensão é tida como oficial pelo Sindicato Apeoc.

No último sábado (6) o governador Camilo Santana criticou a greve dos professores. Durante a abertura do Seminário dos Conselhos Comunitários de Defesa Social, questionado sobre o retorno das aulas, o governador afirmou que, caso os docentes da rede estadual não retomassem as atividades ele iria acionar a Justiça para intervir. Camilo também reclamou do que chamou de “politicagem” no movimento grevista.

Fonte: Diário do Nordeste