Em outubro, os preços de alimentos e produtos nos supermercados da capital cearense sofreram redução de 3,83%, de acordo com o novo levantamento do Departamento Municipal de Proteção e Defesa dos Direitos do Consumidor (Procon Fortaleza), divulgado nesta terça-feira (13/10). O índice interrompe uma alta consecutiva nos preços dos últimos cinco meses. A média da soma de todos os itens ficou em R$ 475,13 frente à pesquisa anterior, que somava R$ R$ 494,04. O Procon acompanha, mensalmente, a evolução dos preços de 60 produtos de primeira necessidade em todas as regionais de Fortaleza.

O levantamento também mostra que, mesmo havendo redução na média total, alguns alimentos e produtos apresentam alta variação de preços. O quilo do pimentão, por exemplo, pode ser encontrado com diferença de preço de até 436,24%, indo de R$ 1,49 a R$ 7,99. A cebola também apresenta alta variação, custando de R$ 1,38 a R$ 5,99, conferindo uma variação de 334,05%.

A pesquisa completa com os preços dos produtos em todas as regionais está disponível no aplicativo “Proconomizar”, nas plataformas android e iOS, bem como no portal da Prefeitura de Fortaleza, no campo defesa do consumidor. Também é possível consultar todas as pesquisas mensais já realizadas.

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A pesquisa do Procon Fortaleza é dividida em itens de alimentação, carnes e aves, padaria, refrigerantes, frutas e verduras, higiene pessoal, limpeza doméstica e ainda cuidados e higiene infantil. Os preços são coletados, presencialmente.

Cláudia Santos, diretora do Procon Fortaleza, reforça que a pesquisa do Procon é consultiva. “É bom deixar claro que a pesquisa mensal nos supermercados é uma forma de oferecer ao consumidor fortalezense opções de preços de produtos e alimentos, não tendo caráter de fiscalização de preços”, disse.

No entanto, ela ressalta que o consumidor possui o direito de questionar e denunciar preços abusivos pelo telefone 151 (das 8h às 17h) ou pelo aplicativo Procon Fortaleza. Nestes casos, o Procon instaura investigação para que seja apurada elevação de preços sem justa causa, como proíbe o Código de Defesa do Consumidor (CDC).