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Para garantir espaços de efetivação do empreendedorismo negro e a divulgação da produção cultural da população negra da Capital, a Feira Negra de Fortaleza está ocorrendo simultaneamente em dois shoppings da cidade. A ação, realizada pela Secretaria dos Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SDHDS), é uma parceria com a sociedade civil, por meio de empreendedores negros e negras. A Feira pode ser visitada até dia 24 de outubro, nos shoppings Via Sul e RioMar Papicu, de segunda a sábado, das 10h às 22h, e aos domingos, das 13h às 21h.

Por conta da pandemia do novo coronavírus, desde março, a exposição deixou de ocorrer nos espaços públicos da cidade e passou a ser realizada, de forma mais segura e itinerante, nos shoppings de Fortaleza. No espaço, são comercializados artesanato, bijuterias, roupas, livros, instrumentos musicais e brinquedos. A partir de novembro, deve voltar a acontecer de forma gradual nas feiras livres.

De acordo com o titular da Coordenadoria de Igualdade Racial de Fortaleza da SDHDS, Sérgio Granja, a iniciativa tem o intuito de garantir espaços para o empreendedorismo negro, buscando o fortalecimento da autonomia financeira, a convivência, a valorização e a divulgação da produção cultural da população negra da cidade. “A ideia é criar espaços de comercialização e valorização do que é produzido pelos negros e negras. É necessário fortalecer e implementar programas, serviços e ações afirmativas que visem à superação das desigualdades sócio-raciais”, ressalta.

Uma das fundadoras da Feira Negra, Pérola de Oya, que possui os empreendimentos Acarajé da Nega Pérola e Pérola Arte Raiz, destaca a importância da parceria entre sociedade e poder público. “Nós temos muitos bons artesãos, costureiros, artistas plásticos, muitos afroempreendedores maravilhosos que não tinham como escoar o seu produto e mostrar o seu talento na cidade. É de grande importância a Prefeitura ter abraçado essa causa. O projeto só tende a crescer com essa parceria”, comemora.

A Feira Negra faz parte da demanda do Plano Municipal de Igualdade Racial de Fortaleza (lei nº 9956/2012) e conta com o apoio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) e do Centro Ubuntu de Arte Negra (Cuan).