O Ceará apresentou o segundo melhor desempenho percentual de consumo nas classes C e D no País. Com crescimento de 3%, ficou atrás apenas de Minas Gerais, com 5%, na Pesquisa de Hábitos de Consumo das Classes C e D da Superdigital, fintech do Santander. Os dois estados, entre os nove analisados no levantamento realizado mensalmente e que busca traçar o perfil do consumidor dessa faixa da população, foram os únicos com aumento de gastos.

A pesquisa no Ceará aponta que o consumo mensal cresceu 3%, depois de quedas consecutivas de 1%, em março, e 43%, em fevereiro. As categorias que mais observaram acréscimo de gastos em abril foram Companhias Aéreas (32%), Lojas de Roupas (32%) e Hotéis e Motéis (28%). Na outra ponta, caíram as despesas com Diversão e Entretenimento (-33%), Rede Online (-16%) e Drogaria e Farmácia (-6%).

O desempenho do Ceará no Nordeste foi o melhor, em abril, entre os três estados observados na pesquisa, depois de ser o pior em fevereiro e o segundo, em março, superando apenas a Bahia. Pernambuco havia apresentado, nos dois meses, dados superiores aos demais, porém, em abril, teve queda de 9% e a Bahia decaiu em 1%.

A média do País ficou negativa em 5%. Entre as cinco regiões, o Sudeste apresentou queda mensal de 7%, seguido pelo Sul (-6%), Nordeste (-4%), Norte (-2%) e Centro-Oeste (-1%).

Segundo Luciana Godoy, CEO da Superdigital no Brasil, a pesquisa mostra que ainda falta confiança no consumidor para voltar a comprar com tranquilidade, como aconteceu no final do ano passado. “Vimos em outubro, novembro e dezembro uma boa recuperação do consumo nas Classes C e D, depois de um 2020 muito difícil. Mas, com o avanço da Covid-19 e as suas consequências na economia, principalmente em março e abril, muitas famílias ainda estão inseguras para voltar às compras”, diz a executiva.  O índice de confiança do consumidor, medido pela FGV em abril, estava em 72,5 pontos, melhor que em março, mas muito abaixo dos 91,7 pontos medidos em dezembro de 2020.

Em termos setoriais, quando observados os números do Brasil como um todo, as maiores quedas registradas em abril na comparação com março foram em Rede Online (-14%), Companhias Aéreas (-7%), Diversão e Entretenimento (-6%) e Combustível (-4%). Enquanto isso, cresceram os gastos com Lojas de Roupas (10%), Prestadores de Serviços (9%) e Lojas de Artigos Diversos (4%).

“Com os dados de abril, podemos perceber que os gastos com restaurantes pararam de cair, devido à reabertura do comércio. Nossa expectativa é de que a confiança para consumir volte aos poucos, conforme a vacinação alcance um número maior de pessoas e, em decorrência disso, a economia demonstre uma recuperação mais robusta”, explica a executiva.