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“Para nós é muito importante fortalecer a economia do mar, uma atividade que tem um grande potencial no litoral cearense e no Nordeste brasileiro”. A declaração foi dada pelo governador Camilo Santana, nesta terça-feira (28), durante a inauguração da nova unidade de fabricação e envase de sardinhas e atum da empresa brasileira Robinson Crusoe, em São Gonçalo do Amarante.

Também estiveram presentes na inauguração, o presidente mundial do grupo espanhol Jealsa, do qual faz parte a marca Robinson Crusoé, Jesús Manuel Alonso Escuris; o prefeito de São Gonçalo do Amarante, Marcelo Ferreira Teles; o secretário do Desenvolvimento Econômico Trabalho (Sedet), Maia Júnior; o presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, Evandro Leitão; e o deputado estadual Júlio César Filho.

Os produtos da marca Robinson Crusoé são feitos pela Crusoe Foods, que se instalou em São Gonçalo do Amarante em 2014 e, desde então, abastece as regiões Norte, Nordeste e parte do Sul e Sudeste. Desempenho que a consolida como maior indústria de pescados do Norte e Nordeste e a terceira maior do País, representando 11% do mercado nacional de atum.

A expectativa é que a nova divisão da fábrica produza 100 milhões de latas de sardinhas e atum até 2022. Para isso, a área total do complexo fabril foi ampliada de 8 mil m² para 12 mil m² . A expansão está prevista nos investimentos projetados pela Companhia para a região que totalizam R$ 100 milhões nos próximos cinco anos. Até o momento, o grupo destinou R$ 57 milhões para a tecnologia industrial e modernização.

O investimento amplia os negócios do grupo no Ceará e mira exportações. “Estamos começando exportação para os Estados Unidos. Já vendemos na América Latina. E estamos negociando exportações para a União Europeia. Creio que vamos conseguir, tenho grande esperança, porque confio muito no modo de conduzir as coisas”, ressalta o presidente do grupo, Jesús Manuel Alonso.

Atualmente, a unidade da Crusoe Foods em São Gonçalo do Amarante gera 540 empregos diretos, com aproximadamente 70% dos postos de trabalho ocupados por mulheres, e 1.500 empregos indiretos, contando com a força de trabalho de pescadores locais.

“Essa ampliação que estamos fazendo vai nos possibilitar que, dentro de um período de oito a dez meses, a gente comece a trabalhar na fábrica em dois turnos, isso pode nos dar uma possibilidade de aumentar em 30 a 40% o número de empregos ainda para o próximo ano. Estamos falando de mais 150 vagas de emprego”, aponta Fernando Botelho, diretor de Controladoria da empresa.