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Um projeto pioneiro de coaching oferece novos caminhos para transformação da carreira profissional e da vida pessoal de moradores da comunidade do Gereba, situado na área do Grande Jangurussu, em Fortaleza. A iniciativa tem como objetivo contribuir para o desenvolvimento pessoal e profissional de crianças, adolescentes e mães da comunidade.

O primeiro encontro das 90 pessoas inscritas para participar do evento aconteceu, na tarde da última sexta-feira (23), na sede da organização não-governamental Fundo de Apoio Comunitário (FAC), que atende crianças carentes da redondeza.

O momento foi de traçar novos rumos e abrir novos cenários para transformar a vida dos moradores da comunidade. “Esse coaching é destinado a crianças, adolescentes e mães como uma das ações para treinar essas pessoas para terem uma nova visão de futuro, uma nova perspectiva de vida, que elas compreendam como estabelecer metas e como buscá-las. Do mesmo jeito que a gente quer trazer outros cursos para que as pessoas aprendam uma atividade para conseguir um ofício, é importante que elas também saibam se motivar e que tenham a visão de que podem mudar a vida delas. A gente está fazendo todo esse trabalho com a Polícia aqui sendo coadjuvante, mas o protagonismo são as ações sociais. Nosso maior intuito é proteger a população e transformar a vida dessas pessoas”, pontua o secretário André Costa.

Para o coach Paulo Vieira, a experiência na área de coaching é enriquecedora e um fator de transformação para a vida dessas pessoas. “Nosso objetivo é combater a miséria da estrutura emocional. Nós entendemos que a emoção é o processo, o caminho da restauração humana. Se o ódio, a violência, a amargura, a tristeza, a ira surgem no coração, é lá que nós temos que sanar a estrutura emocional, explicou.

“Eu quero ser médico”, essa foi a afirmação do garoto Carlos Eduardo da Silva (16), morador do Gereba. Carlos vislumbra um futuro diferente à sua frente. “Não é porque eu sou da comunidade que eu não posso ter grandes sonhos”, afirma. O adolescente foi criado no Gereba e viu muitos dos seus amigos enveredarem para as drogas e para a violência. “Os meninos passam a tarde e a noite sem fazer nada”, ressalta. Em busca de seu sonho, Carlos não enxerga nenhum obstáculo. “Tudo é possível quando acreditamos em nós mesmos”, disse.