Com o objetivo de orientar consumidores sobre as compras no período da Páscoa, o Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), por meio do Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Decon), realizou, entre os dias 1 e 3 de abril, uma pesquisa de preços de vinhos, pescados e ovos de páscoa. O levantamento foi feito mediante visita a 15 estabelecimentos localizados em 11 bairros de Fortaleza. É possível acessar a pesquisa completa aqui. 
Nos estabelecimentos visitados, foram pesquisados 51 itens de pescados, 57 itens de ovos de páscoa, das principais marcas nacionais, observadas as diversas gramaturas, e 72 itens entre as marcas de vinhos nacionais e importadas, disponíveis nesses locais. Durante o levantamento, a equipe do Decon verificou divergência de preços entre lojas de mesmas redes, além de significativa variação entre os valores dos itens.
Entre os pescados, o produto com maior variação de preços foi o filé de salmão, que variou 405,03%, mantendo a posição no topo da lista, se comparado à pesquisa feita no ano passado. O segundo item da lista foi o filé de tilápia, com variação de 288,78%. Segundo o Decon, o filé de tilápia surpreende por esta colocação por ser uma espécie de produção local, não constando na composição de seu preço despesas como importação e transporte interestadual. O grupo de pescados também surpreendeu pela baixa oferta de itens, que pode comprometer o atendimento da procura dos itens no período.
Já no grupo de Ovos de Páscoa, o produto cujo preço mais variou foi o “Surpresa Dinossauro”, de 150 gramas, da Nestlé, apresentando variação de 89,75%. O segundo item da lista, que variou 68,57%, foi o “Sonho de Valsa”, de 330 gramas, da Lacta. Entre os ovos de páscoa, a equipe do Decon percebeu que os preços apresentados evidenciam uma variabilidade significativa, além de ter sido constatada a redução de peso de alguns itens em comparação aos itens comercializados anteriormente.
E no grupo de vinhos, o produto que apresentou a maior variação foi o “Quinta dos Barcelos 750 ml bordô suave”, variando 173,65%. Assim como o primeiro, o segundo item da lista, Trapiche Astiac, também apresentou variação de preços superior a 100%, mais especificamente, de 152,81%. A pesquisa realizada pelo Decon evidenciou que os demais itens da lista de vinhos foram reduzindo gradativamente as variações de preços até o último item, que mostrou variação quase irrisória.
Dicas para os consumidores
Pescados
– Observe atentamente as condições de armazenamento (evite pescados com cheiro forte, abdômen flácido, olhos murchos e sem brilho e guelras pálidas). Verificado o aspecto do produto, não tire o olho da balança, que deve possuir o selo de inspeção do INMETRO;
– A pesagem deve ser feita na presença do consumidor, assim como o empacotamento do produto;
– Outros cuidados devem ser observadas para quem optar pelo produto embalado ou em conservas. Neste caso, o consumidor precisa conferir na embalagem se há um rótulo com o nome do fornecedor, o prazo de validade, o país de origem do produto e se há o selo de inspeção federal, estadual ou municipal.
Ovos de Páscoa
– Verifique se o rótulo informa composição do produto, identificação do fabricante e peso. O peso líquido do chocolate deve ser indicado de forma clara, excluindo o valor da embalagem e dos possíveis brindes;
– Fique atento à embalagem, que precisa estar em boas condições de armazenamento, sem violação e indicando a validade do produto;
– No caso de ovos com brindes, a embalagem deve conter informações como faixa etária adequada e selo do Inmetro, que atesta a qualidade do brinquedo e garante a segurança das crianças. Verifique sempre o tamanho do brinde para evitar acidentes.
Vinhos
– No local de venda, o produto não pode estar armazenado próximo a fontes de calor ou exposto ao sol, nem perto de produtos de limpeza e higiene;
– A rotulagem deve trazer informações, em português, sobre: identificação do fabricante (produtor, engarrafador, endereço do local de produção), composição, data de envazamento, nome, marca, classe, tipo de natureza do produto, número de registro no Ministério da Agricultura, conteúdo líquido, graduação alcoólica e aditivos quando empregados, bem como condições de armazenamento. Vinhos importados devem seguir as mesmas regras de rotulagem dos nacionais, com todas as informações em língua portuguesa.
– O rótulo da bebida alcoólica deve conter a seguinte advertência: “Evite o consumo excessivo de álcool”, em atendimento à Lei 9.294/1996.