WhatsApp-Image-20160725 Cotidiano
Foto: Nathan Santos

A lagoa da Precabura é considerada o maior espelho d’água da Região Metropolitana de Fortaleza. Com uma bela paisagem ao entorno da lagoa, quem passa pelo local, não resiste em fazer aquele registro.

Mas nos últimos dias, milhares de pequenos peixes vêm se amontoando à beira da lagoa, fato que tem despertado a atenção dos moradores da região.

O morador Edimilson Castro, estava praticando a sua caminhada, quando percebeu a situação dos peixes à margem da lagoa “A princípio achei até normal, mas ao aproximar deu a impressão que os peixes estão dificuldade para respirar”, comenta.

A duplicação da Avenida Maestro Lisboa contribuiu para formar o atual cenário de abandono. A obra gerou grande quantidade de sedimentos, que se depositaram na lagoa e soterraram boa parte do espelho d’água. Outro elemento para esse tipo de acontecimento é o acúmulo de lixo jogado pela população, o desmatamento e o despejo não tratado dentro da lagoa. Toda essa circunstancia é perceptível para quem caminha à beira da lagoa e por quem passa pela ponte da Precabura.

O pescador Renato Moreira, lamenta a condição que se encontra o local “É triste vê um lugar tão bonito nesse estado, quanto aos peixes, todo ano é assim, aparecem à margem procurando comida e depois voltam para o meio da lagoa”.

De acordo com o empresário do ramo aquapaisagista, Tony Andrade, diversos fatores estão contribuindo para esse problema “Essa época é muito favorável para proliferação as algas, nisso o nível de água diminui e a concentração de nutrientes aumenta com o calor, prejudicando o desenvolvimento dos peixes, outro fator prejudicial é a poluição, mas só com realização de teste para realmente saber a causa” comenta.

A lagoa da Precabura é formada a partir do leito do Rio Coaçu, um afluente do Rio Cocó. A lagoa também recebe água da Unidade de Proteção Integral das Dunas da Sabiaguaba, localizada numa Área de Proteção Permanente. O manancial não é de água doce, pois sofre influência do mar, recebendo água das chuvas e dos lençóis freáticos. Com esse rico ecossistema, o local é abrigo de espécies aquáticas como pirambeba, saúna e outros peixes, além de carcarás e garças. As carnaubeiras destacam-se na paisagem da lagoa, acompanhadas por árvores e arbustos como marmeleiro, juazeiro e jurema-branca.

Em contato com a Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma), o órgão informou que enviará uma equipe até o local para verificar a situação.

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