Câmara debate proibição do fornecimento de canudos plásticos em estabelecimentos de Fortaleza

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Pelo tempo do Grande Expediente, na sessão ordinária desta quarta-feira, 13, o vereador Iraguassú Filho (PDT), defendeu o debate sobre o projeto de lei de sua autoria, PLO 366/2018, que proíbe o fornecimento de canudos confeccionados em material plástico em estabelecimentos comerciais do município de Fortaleza. A iniciativa visa mudar a concepção de consumo da sociedade e diminuir os impactos ambientais.

A temática vem sendo fruto de grande debate no mundo, em virtude dos impactos no meio ambiente, inclusive nas questões climáticas. Segundo Iraguassú vários países e capitais já adotaram medidas para diminuir o uso do plástico, que demora cerca de 200 a 400 para se decompor. “Tem mais plástico no Oceano do que peixe e isso já está comprometendo a nossa geração. O governo pode e deve fomentar políticas públicas que mudem o conceito de produção das indústrias e de consumo da população.”, defendeu.

Iraguassú destacou que é preciso cobrar também do governo federal a adoção de medidas, como o incentivo ou a isenção de impostos para que as indústrias passem a trabalhar com material biodegradável. O vereador também informou que solicitou audiência pública para debater a proibição dos canudos plásticos com a sociedade civil, os proprietários de estabelecimentos comercias, representantes do Executivo e demais vereadores.

“No Rio de Janeiro, a proposta se deu em apenas 60 dias e isso causou uma série de transtornos. Mas essa não é minha intenção. Um dos motivos para que o projeto esteja aguardando é para que possamos debater, inclusive ontem protocolei pedido de audiência pública. E não tenho pressa na aprovação do projeto, pois queremos que os vereadores contribuam e emendem a nossa proposição.”, destacou.

O vereador explicou que é preciso também um trabalho de conscientização da população, com o objetivo de mudar o conceito de consumo. “O custo de um canudo biodegradável é mais caro, porém o custo ambiental é maior e temos outras alternativas como o canudo de papel. Então temos que mudar a percepção da sociedade para a construção de um ambiente sustentável. As próprias indústrias precisam se redesenhar.”, apontou.