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Na manhã desta quarta (14/10), o Conselho Gestor da Unidade de Conservação (UC) estadual se reuniu e tratou de uma série de normas do Parque Estadual do Cocó. Dentre elas, a proibição da permanência e circulação de animais domésticos nas trilhas e nas áreas de floresta, da UC. “Hoje normatizamos essa questão, que agora será referendada pelo Plano de Manejo do Parque, até o final do ano”, informou o titular da Secretaria do Meio Ambiente (SEMA), Artur Bruno. Ele lembrou que foram três anos de debate sobre o tema.

O conselheiro Galba Vinícius Barbosa concorda com a decisão. Segundo ele, já está comprovado que uma unidade de conservação de proteção integral é um espaço para animais silvestres e que os donos de pets devem buscar outras áreas para levar seus animais. “Os animais silvestres perpetuam a biodiversidade e por isso as autoridades estão de parabéns”, declarou. Liane Queiroz, do Instituto Verdeluz, parabenizou a construção do Plano de Manejo e destacou que o Cocó não é um parque urbano. “É uma UC e o último refúgio da fauna silvestre em Fortaleza”, disse.

Mas pauta da reunião do Conselho também discutiu sobre outros assuntos: a proposta da Universidade Estadual do Ceará (Uece) de implantar no Cocó um laboratório de estudos ambientais e hídricos; a interdição definitiva dos campos de futebol no interior das trilhas; fechamento das trilhas toda segunda-feira, para a manutenção; e a continuidade da ação de manejo dos gatos do interior das trilhas para a área de uso intensivo (anfiteatro e entorno). O articulador de unidades de conservação, Leonardo Borralho, da SEMA, apresentou o estado da arte do Plano de Manejo e do Pacto pelo Cocó, e o especialista em meliponicultura, Joaquim Saldanha, apresentou proposta de um meliponário no Parque.