7 em cada dez brasileiros acreditaram em 1 notícia falsa sobre o coronavírus

Desde o início da maior crise sanitária da época, circulam informações e vídeos quase sempre retratando as formas de contágio do novo coronavírus, medicamentos para combater a doença, como se prevenir e, até mesmo, fórmulas caseiras para curar a doença. Muitas dessas informações eram falsas. De lá pra cá, segundo levantamento da Avaaz, 100 milhões de brasileiros que corresponde a sete em cada dez, acreditaram em pelo menos 1 notícia falsa sobre o coronavírus.

De acordo com o advogado e escritor André Faustino, a disseminação das fake news durante a pandemia é fruto de dois comportamentos: a constância de conformidade e a relativização da ciência. “Se compartilharam comigo, deve ser verdadeiro. É dessa forma que os disseminadores das fake news pensam. É esse mesmo indivíduo que vai legitimar a ‘verdade’ da ciência ou não, de acordo com suas crenças e ideologias” afirma o especialista.  

Atualmente, o Whatsapp e o Facebook lideram o ranking dos canais onde há uma maior disseminação das fake news. Tanto é que ambas decidiram adotar medidas que possam diminuir a disseminação de notícias falsas sobre a pandemia. Para o especialista existem dois pontos fundamentais que estimulam as pessoas  compartilharem notícias falsas nas redes sociais.

 “O primeiro é uma sensação de anonimato e a segunda é a falta de relação dos indivíduos com uma consequência, as relações dentro das redes sociais são efêmeras e voláteis, dessa forma a própria pessoa que compartilha a desinformação não tem uma noção da consequência daquilo, pois isso é fruto do próprio momento que o homem passa vivendo em sociedade. Vivemos o tempo do pós, a pós-modernidade, a pós-verdade, o pós-humano, o pós-deus e assim por diante” afirma Faustino.