O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Ceará (CBMCE) orienta a população com dicas de segurança para evitar possíveis afogamentos com crianças e adultos. Ir à praia ou curtir uma piscina é um passeio ideal para descansar. Porém, esse tipo de passeio pode virar um pesadelo, caso não sejam tomados os devidos cuidados ao entrar em águas de correnteza ou paradas.

Prevenção de acidentes aquáticos

O CBMCE alerta a população para que redobre os cuidados nos momentos de lazer em praias, lagoas ou balneários, além de seguir todos os protocolos sanitários da pandemia da Covid-19, de acordo com os decretos municipais e estaduais. Todos devem lembrar que existem cuidados específicos para cada tipo de local. As lagoas, por serem de água doce, possuem uma densidade menor, onde afundamos com uma maior facilidade. Já as praias têm entre seus principais perigos as correntes de retorno, enquanto que os balneários têm entre os seus perigos a falsa sensação de tranquilidade.

A corrente de retorno é um canal que adentra o mar puxando o banhista. O canal tem uma aparência tranquila, quase sem ondas e isso se deve a maior profundidade, o que acaba sendo um atrativo para frequentadores de praias. A recomendação do Corpo de Bombeiros do Ceará é evitar esse tipo de local, por isso, é feita a sinalização com bandeiras vermelhas nas praias do Estado. “Caso seja atraído por uma corrente de retorno, procure manter-se tranquilo e nadar de modo paralelo à praia até o banco de areia”, explica o tenente Carlos Henrique Ehrich Vasques Ramos, comandante da 2ª Companhia de Salvamento Marítimo do Batalhão de Busca e Salvamento (2ª CSMAR/BBS).

A Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa) realizou um levantamento com dados sobre o tipo de óbitos por afogamento. Segundo o órgão, 75% dos óbitos em meio aquático ocorrem em rios, lagoas e represas. Mais de 80% das mortes ocorrem pelas vítimas ignorarem os riscos, não respeitarem limites pessoais, ingerir bebidas alcoólicas antes do acidente e desconhecerem como agir no momento do afogamento.

Dicas do Corpo de Bombeiros

Sempre procure tomar banho próximo ao Guarda-Vidas (GV). Caso não tenha na região de banho, procure informações sobre o local, profundidade, correnteza e nunca deixe crianças desacompanhadas.

As águas das lagoas costumam ser mais tranquilas. Porém, são um risco, principalmente para as crianças, por serem escuras. Além de esconderem sua real profundidade e não terem um fundo plano, os banhos em lagoas envolvem uma série de riscos, como pedras, galhos e outros obstáculos. O banhista pode ficar preso, se machucar no mergulho, além da água doce dispor de uma densidade menor, ou seja, afunda-se com mais facilidade. Cada uma dessas variáveis individualmente já podem causar um incidente e a vítima de afogamento chega a óbito.

Portanto, se você não conhece o local ou o mesmo não está sinalizado, é importante evitar adentrar ou mergulhar quando passar acima da cintura. “Água no umbigo, sinal de perigo. Contudo, no caso de crianças a maior prevenção é estar junto delas no banho, ou seja, nunca devem estar sozinhas ou distante dos pais ou responsáveis, tanto em piscinas, praias, balneários, lagoas ou rios”, orienta Carlos Henrique.