A Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) prendeu o homem apontado como mandante do crime, que vitimou o agente público estadual, no último domingo (1). O suspeito teria dado a ordem para que os criminosos atirassem no agente e liberado os ocupantes do carro abordado, no bairro Papicu. A captura do acusado ocorreu no bairro Iparana, em Caucaia.

Com a prisão de Marcelo, sobe para sete o número de envolvidos presos com participação direta ou indireta no crime. As apurações feitas pela 11ª Delegacia do DHPP, unidade responsável por apurar crimes contra agentes de segurança pública do Estado, indicam que “Morcegão” foi responsável por ordenar a morte do agente penitenciário. Ele teria sido consultado pelos suspeitos que abordaram o veículo do servidor da segurança pública do Ceará, antes dos homens atirarem em Paulo Vitor. Em depoimento, Marcelo foi comunicado da presença das pessoas na rua, visualizou a abordagem aos ocupantes do carro de longe e viu quando os comparsas atiraram na vítima. Ele contou ainda que, após o crime, mandou que os amigos de Paulo Vitor fossem embora no carro.

Desde o crime, “Morcegão” estava foragido e ficou se deslocando por vários endereços até ser capturado em uma abordagem feita por policiais civis do DHPP, na Avenida Ulisses Guimarães, próximo à ponte que passa pelo Rio Ceará. De imediato, ele foi conduzido para a sede do DHPP, onde foi ouvido e autuado em flagrante por integrar organização criminosa e por homicídio qualificado em razão de ser um crime contra a vida praticado contra um integrante do sistema prisional.

Histórico do preso

Marcelo tem duas passagens por roubo no Ceará, por crimes cometidos no ano de 2003. No dia 14 de maio de 2015, ele foi preso no distrito de Setúbal, em Portugal, na companhia de um português e um espanhol, em uma operação para o cumprimento de mandado de busca e apreensão. Marcelo era investigado pela participação no tráfico internacional de drogas, por integrar organização criminosa e lavagem de dinheiro. No flagrante, “Morcegão” estava na posse de 7,489 kg cocaína, pronta para revenda, e cocaína diluída em garrafas de cachaça. O material foi encontrado em uma casa de veraneio, que funcionava como uma espécie de laboratório de drogas, como apontavam as investigações da Policia Judiciária de Portugal e da Polícia Federal.